Devo confessar minhas discordâncias à proposta seguinte. É possível aceitar que o velho seja saudável? As pessoas envelhecem com saúde?
O Dicionário da Real Academia define a palavra “velho”, com duas acepções principais.
a) qualquer pessoa maior que 70 anos
c) alguma coisa desluzida, estropiada. Portanto, seguindo essa definição, envelhecer com saúde poderia ser alguma coisa como estar desluzida, estropiado, pero...com saúde.
Frente a essa definição eu perguntaria: Quem aceita ser uma pessoa velha, e dizer, desluzida, estropiada. No seria necessário encontrar outro enfoque?...Outro paradigma da evolução humana?.
Por que relacionamos a evolução humana com um enfoque mecanicista, de matéria que se deteriora?. Os poetas e os filósofos têm tratado sobre o assunto com maior amplitude que os médicos. E neste contexto o ser humano é definido como a um “conjunto filosófico”, que pensa, sofre, vive e ama. Com o passar do tempo o processo de pensar não se desluz, e a filosofia não envelhece. Lembremos o que Platón, disse. “Aprender a filosofar é aprender a viver”. Um jeito de ser sábio.
Se perguntarmos para um poeta porque ele se mantén sempre jovem a resposta As pessoas envelhecem com saúde?
O Dicionário da Real Academia define a palavra “velho”, com duas acepções principais.
seria “eu não me junto com pessoas velhas”, Dessa forma a poesia levou a cabo um achado epidemiológico notável.
A velhice é contagiosa! A recomendação preventiva então seria: Evite todo contato com os velhos ou com aqueles que acreditam ser velhos, ou com aqueles que falam de velhice. Ou como já disse Beltrand Russel “Pensar na velhice conduz ao envelhecimento”.
A evolução humana, biológica, tem suas fortalezas e debilidades em cada ciclo. Ao nascimento, na infância, no estado adulto e na maturidade, embora o ser humano também evolua espiritualmente, fazendo-lo cada dia mais forte e sábio no desenvolvimento da conduta moral e na capacidade de analise e sínteses.
Os anos produzem a harmonia necessária para refletir sobre a vida. Um novo paradigma da evolução humana deve abandonar o termino “velho”, de ser velho, de envelhecimento. Deve-se considerar outra denominação que realce os valores da localização estratégica na sociedade. Portanto, a velhice não existe. O devenir constante dos anos não leva ao ser humano a velhice, o leva á sabedoria.
Declaremos. Não sou velho, não serei velho nunca, não morrerei de velho. Viverei para buscar a sabedoria e a beleza. Como já disse o poeta Khalil Gibra, 1883-1931 “Só vivemos para descobrir a beleza”. “O que resta é uma forma de esperar”.